Amigos,
No início de outubro o jornal Estado de São Paulo fez um debate com os vários candidatos a reitor da USP. A reportagem sobre o debate pode ser lida clicando aqui.
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É de nosso interesse o trecho abaixo, sobre o Prof. Glaucius Oliva, físico renomado que estuda estrutura de proteínas. Ele foi o mais votado no primeiro turno das eleições (com 756 dos 2.827 votos válidos), que ocorreu semana passada:
Glaucius Oliva
Glaucius Oliva
O diretor do Instituto de Física de São Carlos destacou que a legitimidade de uma instituição no mundo de hoje se mede pela sua inserção na comunidade que a sustenta, defendendo que o modelo de produção de conhecimento do século 20, descontextualizado das demandas e necessidades da sociedade, precisa ser revisto. "A mudança passa por um ajuste de foco nas atividades de pesquisa e por uma melhor comunicação com a sociedade", afirmou.
"A fronteira do conhecimento envolve não mais abordagem disciplinar, e a divisão dos conhecimentos em áreas estanque. Isso tudo passa também por um desafio novo que é incorporar o tema da sustentabilidade, não podemos nos desligar dessa questão de liderança na sociedade", defendeu.
O físico, que fez parte da elaboração do Inclusp, justificou o projeto de inclusão afirmando que ele vem da necessidade de a instituição produzir os melhores formandos para a sociedade. "Para entregar o melhor egresso, nós vemos com desafio de identificar os melhores talentos. E eles não se encontram em uma classe específica da sociedade. Os talentos encontram-se em todas as classes sociais e todas as escolas", afirmou. Os 3% de pontuação extra para quem estudou em escola pública, para Oliva, foi a melhor maneira encontrada pela instituição, segundo ele, que descartou a adoção de cotas raciais na USP. "Há clara compreensão que nasce do conhecimento genômico que cor da pele, no Brasil, não tem correlação com nossa herança genética."
"A fronteira do conhecimento envolve não mais abordagem disciplinar, e a divisão dos conhecimentos em áreas estanque. Isso tudo passa também por um desafio novo que é incorporar o tema da sustentabilidade, não podemos nos desligar dessa questão de liderança na sociedade", defendeu.
O físico, que fez parte da elaboração do Inclusp, justificou o projeto de inclusão afirmando que ele vem da necessidade de a instituição produzir os melhores formandos para a sociedade. "Para entregar o melhor egresso, nós vemos com desafio de identificar os melhores talentos. E eles não se encontram em uma classe específica da sociedade. Os talentos encontram-se em todas as classes sociais e todas as escolas", afirmou. Os 3% de pontuação extra para quem estudou em escola pública, para Oliva, foi a melhor maneira encontrada pela instituição, segundo ele, que descartou a adoção de cotas raciais na USP. "Há clara compreensão que nasce do conhecimento genômico que cor da pele, no Brasil, não tem correlação com nossa herança genética."
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1 comentários:
"Há clara compreensão que nasce do conhecimento genômico que cor da pele, no Brasil, não tem correlação com nossa herança genética."
Não entendi! A cor da pele é "geneticamente determinada", isso todo mundo sabe. Se boa parte da população brasileira é afrodescendente, isto é, tem origem no continente africano, então deve haver alguma correlação!!
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