Acontece que açoitados fomos todos, ontem à noite, na medida em que fomos obrigados a observar um ato estúpido de vandalismo gratuito e premeditado.
Como dito, após os debates, a todos foi dado o direito de realizar perguntas por escrito. Todavia, o grupo aí da foto, aliado a outros que estavam sentados na platéia, não queria fazer perguntas, mas sim virar protagonistas de atos de violência e de escândalo. Quando não se tem argumentos, utiliza-se da força, da opressão e do grito.
O grupo demonstrou desde o início que não há espaço para a discussão, nem para o debate. Houve, sim, a premeditação da prática do crime de calúnia, de injúria e de difamação, na medida em que todos os que compunham a mesa foram chamados de racistas, levianamente.
Esse ódio certamente é produto da tentativa de Racializar o Estado. E nós temos a certeza de que a resposta virá em breve, quando do julgamento da ADPF no Supremo Tribunal Federal. Vamos ganhar no plano dos argumentos, jogando limpo. Vamos ver se, na Corte Maior, o mesmo grupo vai ter a coragem de fazer baderna semelhante, na frente de todos os Ministros e perante todos os seguranças da Corte Constitucional. Anotem aí: 03 a 05 de março de 2010, no Supremo Tribunal Federal. Não deixem de comparecer!
11 comentários:
Relembrando Reinaldo Azevedo, em VEJA, 2007. (o Prof Kramer estava ontem no debate)
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A primeira vítima
Fonte: Revista Veja n. 2016 (2007)
O professor Kramer é alvo da obscurantista aliança entre os "racialistas" e o Direito "achado no lixo"
Reinaldo Azevedo
A Universidade de Brasília é a vanguarda do retrocesso no Brasil. Há dias, seu site dava destaque a um professor cubano, "100% Fidel Castro", que exaltava as virtudes do planejador Che Guevara, o facínora que matava por um pedaço de pão. A UnB é ainda líder nas ações afirmativas em favor dos negros e na estupidez com que as implementa. Na semana passada, o professor de ciências políticas Paulo Kramer, 50 anos, acusado de "racismo", foi condenado pela direção a trinta dias de suspensão, pena convertida em multa de 1 750 reais. Numa aula, referiu-se a negros americanos como "crioulada".
Na UnB, uma fotografia decide quem tem direito a cota racial ? o que já a fez aceitar um gêmeo e recusar o outro, idêntico. Arruaças envolvendo estudantes africanos foram vistas como conflitos de raça. A instituição foi criada pelo antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), um teórico da neomiscigenação, para quem "o surgimento de uma etnia brasileira, inclusiva, passa tanto pela anulação das identificações étnicas de índios, africanos e europeus como pela indiferenciação entre as várias formas de mestiçagem". A sua UnB virou um monstro.
Contra Kramer estão Gustavo Amora, 25 anos, mestrando de ciência política e militante negro ? sua pele é só morena ?, e o professor Alexandre Bernardino, presidente da comissão de sindicância e expoente do grupo O Direito Achado na Rua, cujo propósito é afrontar o direito tradicional. Amora não gostou da palavra "crioulada", e o professor se desculpou pelo mal-entendido. O aluno voltou ao tema em outra aula, liderando um grupo, aí com um gravador escondido. Kramer chegou a chamá-los de "Ku Klux Klan negra", sugerindo que eles adotavam as mesmas táticas dos racistas brancos dos EUA. Sua conduta foi considerada "indevida". Recebido o parecer, na semana passada, em menos de 24 horas o reitor Timothy Mulholland decidiu a punição. A comissão pede ainda ao Ministério Público que investigue crime de racismo.
Kramer, que não é racista, foi vítima de uma armadilha. Amora já tentou preparar uma outra contra a professora Lúcia Avelar, ação frustrada porque o e-mail em que combinava a tramóia com um amigo foi inadvertidamente enviado a outros estudantes. Foi um linchamento politicamente correto revestido de processo legal. É aí que entra o Direito Achado na Rua. Criada pelo advogado Roberto Lyra Filho (1926-1986), tal corrente entende que o verdadeiro direito é o que nasce dos movimentos sociais. Um de seus seguidores é José Eduardo Romão, diretor do Departamento de Justiça (Dejus), aquele que queria submeter programas de TV a uma forma de censura prévia. O ministro da Justiça, Tarso Genro, já escreveu ensaios para a turma. Num dos textos de referência do movimento, Lyra Filho chama os mestres da área no Brasil de "catedr"áulicos" e "nefelibatas". Emenda: "Nós somos da planície, democrática, popular, conscientizada e libertadora". O Direito Achado na Rua, nascido na UnB, combina-se agora com a militância racialista. Kramer é a primeira vítima. Nessa velocidade, a UnB logo chega ao século XIX.
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PS: O atual reitor da UnB é um líderes do movimento Direito Achado no Lixo, desculpe, na Rua.
Lamentável o episódio.
Quando não há o que argumentar, apela-se para o grito.
Esse tipo de manifestação assusta, tamanho o ódio que se revela.
Esses dias tentei expor minhas idéias sobre as cotas e um colega disse que eu não tenho legitimidade para falar sobre o assunto, pelo fato de eu ser branca. Não podemos esquecer que a discussão sobre as cotas atinge todos nós cidadãos, independente da cor da pele.
Que bando de gente mal educada. Como essa situação se resolveu? Alguém conseguiu pedir um pouco de educação a esses vândalos?
Ninguém conseguiu fazer nada, pois a Livraria Cultura não tem seguranças. Ficamos todos à mercê do grupo dos vândalos!
Corja de racistas, vocês irão peder no STF.
Quem é a corja de racistas? A Ku Klux Klan negra, é isso?
hahahahahahahaa!
só rindo pra não perder a compostura!
O pior é que isso pode colocar em risco, tantas uniões coloridas e felizes. :(
Um rapaz (negro lindo charmoso carismático cheiroso) com quem eu ficava, ficou estranho comigo, por eu ser contra à política de cotas e ao estatuto racial! era uma vez um QUASE-namoro ¬¬
Bom, vai ver é um sinal, de que não era pra ser mesmo :~~~~~~
Esses militantes fizeram foi um favor: marketing ao avesso.
Mostraram que não têm argumentos.
Exatamente! Foi a maior propaganda para as nossas idéias!
Piada mesmo é ir até à Comunidade do orkut chamada "Cotas Sim!" Lá é um show de horrores e humor também!
na verdade as cotas ja sao um ato de racismo,pois móstra claramente q quem a recebe nao tem capacidade para consegui-la por mérito próprio,eu nao sou racista só acho q todos somos iguais nao tem q dar privilégios para esse ou aquele,afinal somos todos inteligentes e capacitados nao é verdade??
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