Gracie em três desfiles da temporada
Fonte: Época SP
Gracie Carvalho pisou em 29 passarelas só na semana de moda paulista e diz que cor da pele nunca favoreceu nem atrapalhou
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Gracie Carvalho, de 18 anos, foi a modelo que mais participou de desfiles na 27ª edição do São Paulo Fashion Week. Com 1,75 m de altura, 53 quilos e apenas dois anos de carreira, ela entrou na passarela para 29 das 41 marcas que apresentaram suas coleções para o próximo verão na semana de moda.
Gracie Carvalho foi descoberta em 2007 e já desfilou para grifes nos EUA e na Europa. Nascida em Campinas, Gracie foi descoberta em 2007 ao vencer um concurso de beleza na cidade de São José dos Campos onde morava.
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Desde então, ela trabalha como modelo e já chegou a desfilar para grifes nos EUA e na Europa. Para ela, a pior coisa da profissão é ter que parecer sempre bonita, mesmo quando acorda mal humorada. “Por isso gosto da parte da maquiagem, de sempre parecer diferente e encarnar um novo personagem”, afirma.
Modelo que mais trabalhou na semana de moda, Gracie disse ainda que o sucesso nas passarelas não se deve ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre o Ministério Público e a organização da SPFW, sugerindo às marcas para que 10% dos modelos de cada desfile deveriam ser negros, afrodescendentes ou indígenas. “Sempre trabalhei muito desde o início da minha carreira, continua igual”, finaliza.
Gracie Carvalho foi descoberta em 2007 e já desfilou para grifes nos EUA e na Europa. Nascida em Campinas, Gracie foi descoberta em 2007 ao vencer um concurso de beleza na cidade de São José dos Campos onde morava.
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Desde então, ela trabalha como modelo e já chegou a desfilar para grifes nos EUA e na Europa. Para ela, a pior coisa da profissão é ter que parecer sempre bonita, mesmo quando acorda mal humorada. “Por isso gosto da parte da maquiagem, de sempre parecer diferente e encarnar um novo personagem”, afirma.
Modelo que mais trabalhou na semana de moda, Gracie disse ainda que o sucesso nas passarelas não se deve ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre o Ministério Público e a organização da SPFW, sugerindo às marcas para que 10% dos modelos de cada desfile deveriam ser negros, afrodescendentes ou indígenas. “Sempre trabalhei muito desde o início da minha carreira, continua igual”, finaliza.
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8 comentários:
Parabéns a todos, sobretudo ao professor Demétrio Magnoli, por todo o trabalho que vem sendo feito.
Abraços do admirador Alexandre Rocha
Agora eu não entendi!
Vocês, no título do presente post, escreveram "Modelo negra..."!!!!
Que racialismo é esse??!!
Roberta Fragoso é você mesmo ? Hehehe. Parabéns pelo blog e pelo trabalho , imagino o quanto é difícil participar do "outro" lado de um debate tão maniqueísta e cheio de cretinices ideológicas . Faço direito na UnB e aqui vovê sabe como é ...tá tudo dominado tudo polarizado e ninguém aqui tem coragem de falar mal das cotas , mst ou coisas típicas dos esquerdistas ; ninguém vai querer se chocar com os alunos cotistas e muito menos com os grandes figurões da FA (Alexandre "o mst é lindo " Bernardino , José Geraldo e outros ) . Enfim , na minha opinião , a ação movida contra as cotas da UnB tem poucas chances de dar certo , visto que sabemos que a questão no STF é mais política do que jurídica ( se o FHC tinha uma bancada no STF , imagina o Lula que colocou 7 ministros ali ) , fazendo as contas dos votos pró-cotas :
Carlos Britto : petista e já se manifestou claramente a favor das cotas .
Joaquim Barbosa : expoente do racialismo .
Marco Aurélio : criou cotas raciais no STF quando era presidente ( não sei especificamente onde ).
Toffoli : não precisa nem comentar... extensão do Lula no STF .
Enfim , Roberta , trata-se de uma partida em que se começa o jogo já perdendo por 4 a 0, tendo a tarefa de convencer no mínimo 6 dos 7 ministros restantes de que a racialização é uma vigarice ideológica . Parece missão impossível , mas torço por vocês .
Abraços
Calma, anônimo. Não foi intenção de racializar, só fez uma referência à cor da pele dela. Talvez a própria moça se declare negra.
Todo mundo pode se declarar como quiser. O que não dá é o GOVERNO interferir nisso e nem certos movimentos de cor X ou Y, utilizarem dessa interferência para impôr uma identidade racial ou étnica. Ninguém é obrigado a aceitar.
Sobre essa reportagem, só confirmou o que sabíamos: modelos negros e negras não precisam de cotas para brilhar!
Inclusive, a ex-modelo Luiza Brunet disse ser contra essa cota: "Eles não precisam disso pra brilhar. Tem negro que põe louro no chinelo". Ela não quis pretrir modelo louros, mas mostra que modelos negros podem ter tanto brilho quanto um louro. O importante é ter estilo!
Esta modelo é linda. Ponto final na discussão !
ps: eu sou "branco".
Bem, inicialmente é preciso destacar que apesar de raças humanas não existirem, as cores existem sim. Mas isso não significa nada, diante da complexidade dos seres humanos.Referências à cor da pele podem ser tratadas da mesma forma como se faz referências à altura, por exemplo. O que interessa para nós é: (i) não cabe ao Estado decidir quem eu sou; (ii) quando o Estado incorpora o conceito de "raça", apesar de ele ser inexistente, passa a imagem de que é correto fazer uma distinção com base em um critério não razoável, porque insignificante do ponto de vista genético. Gera a idéia de que é correto segregar, em vez de unir.
Até,
Roberta Fragoso Kaufmann
Oi, Anônimo!
Sim, sou eu mesma, arrumei neste Blog um canal para poder discutirmos a questão racial.Não adianta somente ficar insatisfeito com o rumo das coisas sentado na cadeira, olhando o tempo passar. Temos de ser proativos! Habermas não diz que a verdadeira Democracia se constrói quando a sociedade civil se organiza? Pois então!
Entretanto, diferentemente do que você disse, acho que no STF temos muita chance de vencer. O Toffoli não vai se manifestar na ADPF 186, pois já se manifestou como AGU, favoravelmente às cotas. De tal modo que pelo menos é um voto contra a menos. Temos de convencer 10 ministros.
O ministro Joaquim Barbosa, apesar de ter escrito um livro sobre "Ações Afirmativas", já declarou várias vezes ser contrário às cotas raciais. As cotas que foram impostas pelo Ministro Marco Aurélio foram para os contratos terceirizados de jornalistas, na época em que o Ministro foi presidente. Nem estão mais em vigor. Por outro lado, o Ministro fez isso no início da discussão sobre ações afirmativas e cotas raciais. Obviamente não quer dizer nada pois o debate amadureceu muito desde então.
Acho que voto certo a favor das cotas raciais talvez somente o do Ministro Carlos Ayres, porque já se pronunciou na ADI 3330, do Prouni. Temos muito ainda que trabalhar!!
Interessante, apontar as excessões. O pior cego é aquele que não quer enxergar. Felizmente as idéias de vocês, que também são ideológicas, não alcançam a maioria que sabe bem o siginificado da discriminação racial e de seus efeitos históricos em nosso país através da própria experiência. Quarto de empregada, senzala moderna. Elevador de serviço, jim crown maquiado. Aliás, é o estado que define minha cor ou raça? Parece haver uma deturpação aí.
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