Amigos:
Vejam a notícia abaixo. Precisamos nos mobilizar junto ao Senado para que esta idéia não se transforme em realidade!
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Fonte: Senado Federal
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Fonte: Senado Federal
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Ao receber, na manhã desta quarta-feira (28), representantes do Movimento Negro Nacional do PMDB, o presidente do Senado, José Sarney, prometeu que colocará em votação o mais rápido possível o projeto que cria o Estatuto da Igualdade Racial (PLS 213/03). Mediante a mobilização de 60 deputados, o texto foi votado no último dia 15 por comissão especial da Câmara, a fim de ser imediatamente enviado ao Senado.
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Dirigente do Movimento Negro do PMDB, Ernesto Luiz Pereira Filho, deixou a audiência com Sarney certo de que o Senado aprovará a matéria antes do fim do ano. Em sua opinião, Sarney é particularmente comprometido com os avanços conseguidos pelos movimentos negros existentes no país e vai lutar pela votação imediata do projeto.
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- Nosso objetivo é que, no mês de novembro, o Congresso Nacional dê de presente aos negros brasileiros o Estatuto da Igualdade Racial. Com isso, teremos Estado brasileiro e Congresso Nacional unidos na promoção da igualdade racial - disse ele.
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Nessa entrevista, Ernesto Pereira lembrou que, quando presidente da República, Sarney criou a Fundação Palmares, no propósito de incentivar ações de integração da comunidade negra na sociedade brasileira.
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- Ele sempre apoiou as causas da comunidade negra e dos negros brasileiros. Foi ele quem botou o primeiro projeto de ações afirmativas dentro do Congresso Nacional, texto que gerou a defesa das cotas e que originou o Estatuto da Igualdade Racial.
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A proposta de estatuto, de autoria do senador Paulo Paim, vem sendo discutido no Legislativo desde 2003. A intenção dos seus defensores é que o Senado o vote rapidamente, para que ele receba a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 20 de novembro - Dia da Consciência Negra.
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5 comentários:
Uau,
O movimento negro/racialista tem agora um aliado de peso!
Viva Sarney !!
Magnoli
Penso que se poderia fazer uma pressão sobre o Senado. Buscar aliados de peso, personalidades, artistas, atletas etc., inclusive entre os negros.
nossa, me deu nojo essa foto, hein... o cara é um dinossauro da política, pinta e borda até dizer chega!
mas se atende aos "interesses" do "movimento", dane-se o resto!
Prezados,
Do Maranhão de Aluisio de Azevedo (O Mulato, 1881) ao regime Sarneysista (1960-2009) é, de longe, o Estado em que os afrobrasileiros têm os piores índices do IDH e sofrem mais exclusões e preconceitos raciais.
Ali a mentalidade racista do século XIX perdura até hoje.
Por isso, leis raciais coaduna com a ideologia maranhense. No Maranhão concentra-se a maior quantidade de Remanescente de Quilombolas do Brasil, o que significa comunidades não integradas, isoladas, com base em economia de subsistência, com maioria analfabeta, e ainda sem a titulação de suas terras ocupadas desde o final da escravidão. De 700 comunidades identificadas apenas 21 receberam a titulação desde a CF/88. Se tivesse vontade política, bastaria no Maranhão, em que há um Instituto de Terras para isso, lançar mão do velho instituto do usucapião a fim de viabilizar economicamente essa população marginalizada e sofrida, pois o título de propriedade viabiliza apoio estatal e financiamentos para a produção rural.
No campo do racialismo, o fato é que Senador Sarney é de fato o pai das políticas raciais em debate. O projeto do Estatuto Racial, tem por base o Projeto de Lei de Sarney: PLS 650/99 (Cotas raciais em concursos, partidos políticos, universidades e escolas técnicas públicas) ao qual foi apensado o projeto do ´Estatuto Racial´ do então Deputado Paulo Paim (PL 3.198/2000) em 2000. Também o projeto de ´Cotas nas Universidades´, é de iniciativa da Deputada Nice LOBÃO (PFL-MA), o que atesta, por dedução, que se fossem boas políticas públicas não teriam sua origem na velha capitania retratada por Aluisio de Azevedo.
Alguns dados revelam a ´preocupação´ social do velho coronelismo maranhense: De acordo com IBGE em 2009, o Maranhão possui o maior número de crianças entre oito e nove anos de idade analfabetas. Quase 40% das criançasnão sabem ler e escrever, enquanto que a média nacional é de apenas 11,5%.
Ainda, diz o IBGE, de cada mil nascidos por ano, 39 não sobreviverão ao primeiro aniversário. Dentre os pretos e pardos, o índice chega a 72/1000, igual aos da África mais pobre.
Enfim, políticas raciais, é querer transformar o Brasil, quem diria, num imenso Maranhão.
Sarney, como sempre, na vanguarda do atraso!
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