sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eis a Senadora Ana Rita, a que quer a racialização do País!!!

Caros:
A pergunta que não quer calar é:
Será que esta senhora não se apercebe que "coincidentemente" quem é contra as cotas raciais não têm vantagem nenhuma em ser contra? Será que esta cidadã não se dá conta que dentre os contrários às cotas raciais estão os maiores cientistas políticos e sociais do País (Yvonne Maggie, Demétrio Magnoli, Sérgio Pena, José Roberto Góes, 
Bolívar Lamounier, Simon Schwartzman)??? Por que esta senhora não quer debater? Por que não pode ouvir os argumentos de estudiosos que analisam este tema há décadas?
Quanta ignorância!!!!!!
07/12/2011

Cotas raciais voltam a ser debate na CCJ

Ana Rita argumentou que há 13 anos o projeto das cotas étnico-raciais tramita no Congresso Nacional, três deles no Senado. “Na prática, a maior parte das universidades públicas brasileiras já adota algum tipo de cota em processos seletivos. Precisamos retomar a discussão e a tramitação dessa matéria nessa Casa. Não acredito que seja preciso mais uma audiência pública, uma vez que já foram feitas três nessa comissão”, argumentou.

O projeto das cotas étnico-raciais em universidades públicas (PLC 180/08) entrou na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quarta-feira (7/12). A senadora Ana Rita, relatora da matéria, tentou votar o projeto, mas o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) realizou uma manobra para adiar a votação: apresentou requerimento de audiência pública. No entanto, o requerimento foi derrotado por 11 votos a cinco.

Caso a CCJ aprovasse o requerimento de audiência pública, o projeto poderia ser protelado ainda mais. Ana Rita fez um apelo aos pares para não votarem a favor do requerimento. “Já acumulamos muito sobre esse tema. Está na hora de votar o projeto das cotas étnico-raciais. O resultado foi a derrota do requerimento, com votos 11 votos “não” – Ana RitaAntonio Carlos Valadares;Armando MonteiroInácio ArrudaJorge VianaJosé PimentelMarta SuplicyLuiz Henrique;Marcelo CrivellaMozarildo CavalcantiPedro SimonRandolfe Rodrigues – e cinco votos “sim” –Aloysio Nunes FerreiraAlvaro DiasFlexa RibeiroPedro TaquesRicardo Ferraço
Apesar de o requerimento de audiência pública não ter sido aprovado, um dos autores do projeto, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), pediu retirada de pauta da matéria. Regimentalmente, isso impediu a votação. Agora, não há previsão de quando a matéria voltará à pauta da CCJ.
Entenda o projeto
O projeto foi apresentado pela então deputada federal Nice Lobão, em 1999. Sofreu uma série de mudanças e teve incorporados outros projetos do mesmo teor em seu conteúdo (PLS 344/2008 e oPLS 479/2008). O objetivo de todas as propostas é uniformizar os processos seletivos por meio de cotas – raciais, étnicas, sociais, etc – em todas as universidades e instituições federais públicas de ensino superior.
De acordo com o projeto, as instituições federais de educação superior vinculadas ao MEC reservarão em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e por turno, no mínimo 50% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. No preenchimento dessas vagas, 50% deverão ser reservadas aos estudantes com famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita, e os outros 50% deverão ser reservados para os estudantes que se auto-declararem negros, pardos ou indígenas, conforme dados do Censo do IBGE da região.
As instituições federais de educação superior terão o prazo máximo de quatro anos para o cumprimento integral do disposto nesta Lei, sendo que deverão implementar ao menos 25% da reserva de vagas a cada ano.
Michelle Araujo

Assessoria de Imprensa da Senadora Ana Rita


3 comentários:

Anônimo disse...

E os estudantes das escolas militares, colégios de aplicação, escolas técnicas e pedros segundos da vida contarão como alunos carentes advindos do ensino público? Meu maior temor periga tornar-se realidade...

Luca disse...

Puxa, até o Pedro Simon?
Acho q o melhor que poderia ser feito é algum senador impetrar um MS preventivo, caso o PL entre em pauta pra votação.

Para muitos políticos, cota racial é q nem Bolsa-Família; é promessa de campanha. Não querem ser convencidos.

Quanto a mim, mesmo em vestibulares, sou contrário a qualquer tipo de cota - exceto a para deficientes físicos.

Ouvi falar em uma faculdade, no Acre, em que as cotas chegam a 90%. Tem cota pra tudo: cota racial, cota social, cota pra egressos de escola pública... Ou seja, só 10% das vagas seriam para ampla concorrência.

A meu ver - e creio ser uma opinião isolada -, o melhor que poderia ocorrer seria a privatização de todas as universidades públicas. Com a economia de recursos, aplicar-se-ia o excedente no ensino básico, q é onde está a fonte de todas as desigualdades sociais.

Mas, infelizmente, sou uma opinião isolada... :(

Anônimo disse...

No Antigo Egito, os judeus foram escravos, alguém pagou alguma dívida a eles ou a seus descendentes?

Na Roma Antiga, os povos bárbaros foram escravos, alguém pagou alguma dívida a eles ou a seus descendentes?

Na Bolívia, nas minas de Prata de Potosi, os índios foram escravos, alguém pagou alguma dívida a eles ou a seus descendentes?

Em toda América Espanhola, os índios foram escravos, alguém pagou alguma dívida a eles ou a seus descendentes?

No Brasil, os índios foram caçados pelos bandeirantes paulistas em praticamente em todo o território, foram escravizados e vendidos, alguém pagou alguma dívida a eles ou a seus descendentes?

Portugal, o país mais responsável por trazer os escravos africanos para cá, já se manifestou alguma vez em pagar, ou pagou alguma dívida a eles ou a seus descendentes?

Na própria África, em vários países, os próprios negros escravizaram outros negros, alguém pagou alguma dívida a eles ou a seus descendentes?

Agora, por que o Brasil e a sociedade brasileira têm que pagar dívidas para com os descendentes de escravos africanos (os afrodescendentes)?

“Brasileiro é tão bonzinho...”

Porque só os “injustiçados” devem ser privilegiados? Até parece que eles são os únicos socialmente desprezados.

Afinal de contas, quem possuía escravos não cometia crime algum, pois isso era permitido pelas leis vigentes na época.

Se os fazendeiros não cometiam crimes legais, se eles agiam dentro de uma lei, logo eles não deviam nada. E, e se eles que escravizaram, não deviam, logo ninguém devia. Portanto não existe nenhuma dívida legal a ser paga pelas gerações presente e futura de brasileiros não negros.

E, se na maior parte da História da Humanidade, divida alguma relativa à escravidão foi paga, por que haveria de ser paga aqui no Brasil?

E caso fosse paga, e os outros pobres de pele clara, que vão ficar “de fora”? Vão continuar sofrendo sem reclamar? E, se eles “acordarem” e verem que estão sendo “sutilmente” passados para trás? Já pensaram o que pode acontecer?

Mas quanto a isso, os negros organizados não estão nenhum pouco preocupados, pois o preconceito e o racismo continuarão existindo, com cotas ou sem cotas. Então, para o movimento, sem sombras de dúvidas, com cotas e outros privilégios, é bem melhor, mesmo que haja aumento do preconceito e do racismo contra eles. Mas isso não é problema para eles, pois o mesmo Estado que lhes der estes privilégios diferenciados, terá por obrigação defendê-los e protegê-los.

Brasileiro adora levar vantagem, e os negros organizados estão se saindo muito bem nesse sentido.

Esses pobres negros, “alguns são ricos”, que se dizem os únicos preteridos.