segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Esta é a ideia!!!!

Caros:
Eis o e-mail que recebi do Frei David, do Educafro....
Ele pede a minha opinião. Preciso mesmo responder? 
Respondam aí por mim....

Bank of America paga US$335 milhões para compensar negros e latinos

23/12/2011 11:56,  Por Redação, com Vermelho- de Washington
3
EUA
O Bank Of America, um dos bancos com maior faturamento e tradição dos EUA, fez acordo judicial para compensar pratica discriminatória contra negros e latinos, grande parte da população norte-americana
O Bank of America chegou a um acordo judicial com o governo norte-americano se comprometendo a criar um fundo de US$335 milhões para compensar negros e latinos por “discriminação” na concessão de créditos hipotecários. Essa prática foi realizada por sua subsidiária Countrywide, entre 2004 e 2008, antes desta ser adquirida pelo banco.
A informação foi divulgada na quarta-feira pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
A negociação, por sua vez, encerra uma acusação contra a subsidiária do banco, acusada de negar empréstimos a mais de 200 mil clientes negros ou de origem latina por motivos étnicos e raciais.

Em uma coletiva de imprensa, os secretários de Justiça, Eric Holder, e de Habitação, Shawn Donovan, afirmaram que o acordo com a Coutrywide é o maior já alcançado na história em relação ao setor de créditos hipotecários.
–O acordo prevê US$355 milhões para ressarcir as vítimas de discriminação por parte de Countrywide quando esta era uma das principais instituições de crédito hipotecários do país, concedendo mais de quatro milhões de empréstimos residenciais–, disse Holder.
Segundo as autoridades, entre 2004 e 2008, o banco recorreu a um “amplo padrão e prática de discriminação” contra clientes negros e latinos. Além de negar empréstimos hipotecários devido à origem racial ou étnica, os funcionários da Countrywide também submetiam seus clientes negros e latinos a taxas de juros maiores do que para as outras pessoas.
Segundo Holder, as investigações do caso concluíram que essa prática ocorreu em 41 estados e no Distrito de Columbia, sede da capital Washington.


domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!!

Meus caros:


Obrigada por vocês existirem! Cada um de vocês tem uma importância enorme nesta nossa luta! Porque vocês me dão sempre carinho, força e amor!! E esses sentimentos conferem sentido a todo o resto......
Um beijo e muito obrigada por vocês aparecerem por aqui!!!!!
Vamos continuar juntos!
Roberta

sábado, 24 de dezembro de 2011

Cotas sociais sim, raciais não!!!

Apesar da adoção das cotas raciais, a proporção de pobres nas universidades federais ficou estagnada, nos últimos 15 anos. É o que revela levantamento divulgado no dia 04 de agosto de 2011 pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior). A pesquisa mostra todavia que aumentou o número de pretos e pardos. É JUSTO BENEFICIAR UM NEGRO RICO QUE NÃO PRECISARIA DA AJUDA ESTATAL, DIANTE DOS BRANCOS POBRES? VAMOS COMBATER A POBREZA E INCLUIR TODOS, DE TODAS AS CORES DO BRASIL!

Dois gêmeos idênticos: um branco e outro negro? Só no Tribunal Racial da UnB!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Clarence Thomas é Ministro da Suprema Corte e contra as cotas raciais


O PESO DO DIPLOMA
Clarence Thomas é tratado com indiferença em Yale

Por Rafael Baliardo

Mais uma vez o juiz Clarence homas, da Suprema Corte dos Estados Unidos, provocou controvérsia por onde passou. Desta vez, contudo, pelo silêncio e indiferença em relação a sua presença ao visitar a faculdade onde se formou, a Escola de Direito da Universidade Yale, alma mater do juiz.

Diferente do que geralmente ocorre quando um membro da Suprema Corte visita o campus de Yale, com direito a pronunciamentos, boas-vindas, eventos públicos e programação especial, a breve visita do juiz Clarence Thomas, ocorrida nesta semana, foi recebida com uma eloquente indiferença, o que acabou virando notícia em todo o país. A rusga entre a instituição e o notório ex-aluno é antiga. Thomas já chegou a escrever que o diploma de graduação em Direito de Yale, para ele, vale apenas 15 centavos.


De acordo com as publicações The National Law Journal e Legal Times, a visita de Thomas ao campus da universidade em New Haven, Connecticut, feita na quarta-feira (14/12), sequer foi mencionada no website da instituição. O juiz foi a Yale para conhecer a sede local da Sociedade Federalista e fazer uma visita de cortesia à Associação de Estudantes Negros da universidade. De acordo com o The National Law Journal, não ocorreu a realização de nenhum evento público ou solenidade por conta da presença de Clarence Thomas no campus.

Hostilidade e controvérsia não são reações incomuns provocadas pela passagem do juiz Thomas, sobretudo em ambientes acadêmicos e mesmo no seu estado natal, a Geórgia. Expoente conservador da alta corte, Thomas é criticado, por grupos de militância dos direitos dos negros, principalmente por se opor à política de ações afirmativas, como cotas raciais em instituições de ensino.

Porém, com Yale, a história é ainda mais antiga. Em sua autobiografia, My Grandfather's Son (O filho de meu avô) o juiz descreveu que vivenciou uma forma mais sutil de racismo quando estudou na instituição, distinta do modelo de segregação mais comum na região sul, de onde é natural. Thomas contou também em sua autobiografia que constatou, na época, como a política de cotas raciais favorece maus alunos, colocando nas universidades candidatos 'menos merecedores' de estar ali. Por essa razão, Thomas afirma, no livro, que guarda o diploma no porão de sua casa e que ainda colou na moldura uma etiqueta de preço de cigarro no valor de 15 centavos.

O juiz Clarence Thomas formou-se em 1974 na Escola de Direito da Universidade Yale. My Grandfather´s son foi lançado em 2007. "Se você é um graduado famoso de uma prestigiada faculdade de Direito, a qual você menospreza publicamente, você ainda assim espera ser recebido de braços abertos?", ironizou o blogueiro Sam Favate, do Law Blog, do The Wall Street Journal.

"Pode ser um primeiro passo em direção a um relacionamento melhor com sua antiga faculdade", avaliou a visita ao campus o The New York Times, mais otimista.

Rafael Baliardo é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Editora de revista que ofendeu Rihanna pede demissão


Getty Images
Rihanna
Eva Hoeke, editora da revista holandesa Jackie, pediu demissão nesta quarta-feira depois de a revista ter publicado um artigo sobre a cantora Rihanna, em que usa a expressão "nigga bitch", algo como "cadela negra", em tradução livre.
"Ela tem a credibilidade das ruas, tem um traseiro do gueto e uma garganta de ouro. Rihanna, a garota boazinha que ficou má, é a grande negra vadia e mostra isso com orgulho", diz trecho do tal artigo, que despertou a ira da cantora. No Twitter, Rihanna reclamou da revista, dizendo que o texto era desrespeitoso e desesperado.
A Jackie se defendeu alegando que o termo foi usado com humor. Eva Hoeke, por sua vez, não aceitou a justificativa da empresa e pediu desligamento, alegando que foi "estúpido e ingênuo" achar que isso (o uso da expressão) seria aceitável.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

BA: deputada quer punir cantor por considerar música racista


21 de dezembro de 2011 • 15h10

Depois de apresentar um projeto propondo proibir, em nível estadual, o patrocínio público para artistas de pagode que cantem músicas com letras que humilhariam as mulheres, a deputada estadual Luiza Maia (PT) investiu nesta quarta-feira contra o criador da axé music Luiz Caldas e uma das músicas-símbolo do movimento, surgido na década de 1980, Fricote, de autoria de Caldas e Paulinho Camafeu.

Casada com o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT) e, portanto, primeira-dama do município, ela resolveu "punir" Luiz Caldas determinando que fosse cortado 30% do cachê do artista que se apresentou recentemente na cidade e cantou Fricote, "cuja letra apresenta cunho racista e depreciativo às mulheres negras", acredita a parlamentar.

Conforme ainda a deputada a canção "abala a autoestima da mulher negra, internalizando no imaginário coletivo a imagem de que ela é, entre outras coisas, feia e desleixada, o que se constitui também como uma forma de violência simbólica".

Em viagem pelo interior da Bahia, Luiz Caldas preferiu não comentar a atitude da deputada, mas sua assessoria de imprensa lamentou que Luiza Maia não saiba separar "obras lúdicas das chulas" e acredita ainda que a deputada está "desconectada" com a realidade. A assessoria negou que a proibição de cantar Fricote estaria em contrato mesmo porque isso seria inconstitucional, pois caracterizaria censura.

Luiz Caldas teria cantando os versos "nega do cabelo duro/que não gosta de pentear/ quando passa na Baixa do Tubo/ O negão começa a gritar..." pois foi uma exigência do público que assistia ao seu show. A assessoria não quis revelar quanto foi o cachê do cantor, mas disse que não pretende reclamar judicialmente devido ao corte.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Precisamos incluir os verdadeiramente excluídos: os pobres, de todas as cores!

20 de dezembro de 2011 11:27

Cotas raciais são inconstitucionais e absurdas, afirma procuradora


Larissa Domingues – Do CorreioWeb


 
 Roberta Fragoso é contra as cotas raciais no Brasil: “Há outros meios de incluir os negros”

É uma árdua tarefa se insurgir contra as cotas raciais em um país que tem mais que a metade de sua população declarada como negra. Sem medo de retaliações, Roberta Fragoso, procuradora do Distrito Federal, foi uma das pessoas que se posicionou publicamente contra este tipo de ação afirmativa. A advogada não possui motivações políticas e nem participa de movimentos sociais: sua tese sobre o tema surgiu após 12 anos de estudo e resultou no primeiro lugar do curso de mestrado da Universidade de Brasília (UnB). Alguns a apoiam, mas ela confessa que suas ideias e argumentações incomodam a maior parte das pessoas que as ouvem.

“Eu não sou contra os negros, eu não sou contra a minoria, eu entendo que o Brasil é um Estado Social que quer incluir os pobres. Quando você tem uma pessoa que é desigual do ponto de vista fático, o Direito tem que proteger isso. Eu sou totalmente a favor de cota para deficiente físico, de filas diferenciadas para gestantes e idosos, de vagas preferenciais em estacionamentos. O problema é: a cota racial é a melhor forma para integrar o negro no Brasil? Eu sou a favor da integração. Agora, como a gente vai fazer isso?”, questiona.

Por conta do seu ponto de vista sobre o assunto, Roberta já passou por maus bocados. Já teve seu carro pichado – segundo ela mesma, com xingamentos e ofensas – e já precisou sair escoltada por seguranças de vários lugares devido às manifestações fervorosas de diversos grupos. “Eu já apanhei muito nessa história, mas não me constranjo de falar. Porque eu sei que não sou racista. Eu tenho preconceito com gente preconceituosa. Em relação a tudo”.

Segundo a procuradora, estatisticamente os negros se encontram na base da pirâmide social brasileira. Pelo ponto de vista da igualdade material, que está previsto na Constituição, há uma vírgula interpretativa vista pelos juristas. “A questão de ‘tratar desigualmente os desiguais, na medida das suas desigualdades’ é indiscutível. Mas o que faz uma pessoa ser desigual? Se alguém é cego, esse alguém tem um impedimento. A mesma coisa com uma grávida. Qual é a argumentação que diferencia o negro do branco? O primeiro ponto: ele está na base, isso é fato, todas as pesquisas mostram. Mas isso acontece porque ele é negro ou porque ele é pobre? Se o problema é a pobreza, uma cota racial não vai tirá-lo desse lugar. Se não atacarmos a verdadeira causa, a questão nunca vai se resolver”, defende.

Um dos pontos abordados pela jurista, com respaldo científico, é o da desmistificação do termo raça. Para ela, a classificação das pessoas por cor trata-se de uma construção social. “Toda discussão racial gravita em torno 0,035% do genoma humano. O que isso quer dizer? Cada ser humano possui cerca de 25 mil genes, desses, apenas 10 determinam a cor da sua pele. Essa descoberta é recente, aconteceu em 2003. É por isso que é possível um casal de negros tenham filhos brancos, sem nenhum caso de albinismo. São tão poucos genes, que se tiverem algum ancestral branco, é possível que eles tenham filhos mais claros. É possível que gêmeos univitelinos tenham cores diferentes. Geneticamente, não faz o menor sentido se falar em raças”.

Apesar de pregar que não existem rótulos raciais, Roberta admite a existência do racismo no Brasil e acredita em maneiras alternativas de combatê-lo. “Para poder desconstruí-lo, é necessário derrubar a crença em raças. Como se derruba este mito se existem legislações sobre cotas raciais? Existem outras formas de lutar contra o racismo. Punindo da forma mais efetiva possível. Hoje em dia, por exemplo, quando você xinga alguém com base em raças isso não é crime de racismo, é injúria racial – que já é relativizado, enfraquecido, a pena é mais leve. Paralelamente a ser contra cota, eu sou a favor de que o crime de racismo seja considerado não só inafiançável e imprescritível, mas também hediondo”.

O país pioneiro na implementação do sistema de cotas foram os Estados Unidos, apesar de ele ter valido apenas por nove anos. A advogada afirma que o grande problema do Brasil é querer copiar este modelo que foi criado para uma realidade completamente distinta daquela que reina em nosso território. “O risco que a gente corre aqui não existe nos EUA, porque lá já havia segregação total entre negros e brancos, já havia identidades paralelas. A gente precisa disso? Lá, há um critério objetivo, o da gota de sangue. Se você tiver qualquer ancestral negro, ainda que seja loiro do olho azul, você vai ser considerado negro. Aqui, agora estão inventando critérios objetivos para poder identificar raças. Inventaram tribunais raciais. A UnB, por exemplo, tem uma comissão secreta para julgar a cor das pessoas”, critica.

Roberta diz ainda que o problema das cotas étnicas no Brasil, historicamente, é de que - ao contrário do que aconteceu em terras norte-americanas - a miscigenação em nosso país é total, o que impede que uma pessoa seja classificada como preta, branca, amarela, parda ou indígena. Na parte de cima do continente, a mistura entre raças era considerada crime até o século passado. Outro fator defendido por ela é que a escravidão no país não aconteceu por conta de racismo, e sim por questões financeiras.

A principal argumentação que sustenta as ações afirmativas para os afrodescendentes é a da teoria compensatória, o pagamento da dívida por anos de exploração. “Hoje há cota racial para negro porque de alguma maneira a gente tem que indenizar o passado escravocrata. Em relação a isso, existe uma argumentação do geneticista Sérgio Penna: como no Brasil a miscigenação foi enorme desde o início da colonização, é impossível você querer fazer uma correlação necessária entre cor de pele atual e ancestralidade de DNA. Em outras palavras, é totalmente possível que um negro hoje de aparência descenda de europeus e de senhores de engenho. Só são 10 genes”.

A procuradora apresenta uma alternativa para a problemática. “Se 73% dos pobres são negros, uma cota social vai integrá-los majoritariamente sem correr os riscos da racialização do país. Quem vai ficar de fora são os poucos negros ricos que representam quase nada perto dos brancos pobres que serão beneficiados. Então o meu lema é cota social sim, racial não. A gente não precisa copiar um modelo que foi criado para resolver um problema de racismo de uma sociedade que não é a nossa”, finaliza.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Acho é pouco!!!!! Por mim teria que pagar um valor mais alto ainda!!!

Sony pagará indenização por racismo em música de Tiririca
17/12/2011 15h52

A gravadora Sony Music foi condenada a pagar indenização retroativa a 1997 por causa da música "Veja os cabelos dela", composta pelo agora deputado federal Tiririca. A decisão foi mantida pela 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio na última quarta-feira.

A ação foi movida por dez ONGs do movimento negro que consideraram a música racista. Um dos trechos da música lançada em 1996 diz "essa nega fede, fede de lascar/Bicha fedorenta, fede mais que gambá". Na época o disco vendeu 250 mil cópias.

A Sony já havia sido condenada a pagar indenização de R$ 300 mil em 2004, com correção monetária retroativa a 1997, quando o processo foi ajuizado. A gravadora chegou a recorrer da decisão pleiteando que a correção contasse a partir da data da condenação, mas perdeu o julgamento na 16ª Câmara Cível do Rio, em março.

Com a rejeição do novo recurso nesta quarta-feira, segundo as partes, não cabe mais recursos.

A indenização deverá ser destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, administrado pelo Ministério da Justiça, e foi calculada a partir do lucro com as vendas do disco. O valor estipulado em R$ 1,2 milhão em março, terá de ser recalculado e acrescido da correção dos últimos nove meses, segundo Humberto Adami, advogado dos autores da ação.

Tiririca não tem mais contrato com a gravadora.

Eu acho que a pena para o crime de racismo tem que ser maior e também envolver multa.....

OAB pede que a estudante

Sophia Fernandes do RS

responda pelo crime de racismo

Segundo a OAB, as declarações feita por ela violam 

o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

14-12-2011 07:30
Estudante do RS vai responder por racismo.Estudante do RS vai responder por racismo. (Foto Reprodução)


A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) pediu hoje ao Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS) que a estudante Sophia Fernandes, acusada de postar no Twitter, no dia 9, mensagens contra os nordestinos, responda pelo crime de racismo. Segundo a OAB, as declarações violam o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

Entre as mensagens postadas pela estudante estão:

“o twitter ta virando vaso sanitário... muita merda twittando. (Oimacacos) - nordestinos-piauienses-cearenses...”;

"Tem que usar câmara de gás pra matar teu povo”; “O Nordestino é a própria sujeira”.

O presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, destacou que o crime de racismo é inafiançável e prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. “Sophia que não conte com a impunidade para esse ato de desatino, próprio de pessoas ignorantes.”

Outro caso
- Mariano lembrou que, em novembro de 2010, a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo - uma das responsáveis pela onda de manifestações preconceituosas contra nordestinos surgida na internet após o anúncio da vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais -, responde hoje a uma ação penal pública na Justiça Federal de São Paulo, que está em fase de instrução. “Nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado”, dizia a mensagem postada por Mayara Petruso no Twitter.

A OAB-PE ofereceu notícia-crime contra Mayara ao Ministério Público Federal de São Paulo, que a denunciou pelo crime de racismo.

Como uma pessoa dessas vive no mundo parte IV

Como uma pessoa dessas vive no mundo parte III

Como uma pessoa dessas vive no mundo parte II

Como é que uma pessoa dessas vive no mundo?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

NÃO ÀS LEIS RACIALISTAS!

Por José Roberto Militão. 

CARTA ABERTA à EXMª Srª SENADORA ANA RITA – PT/ES:
- MD. Relatora do PLC 180/2008 que institui ´cotas raciais´ para ingresso nas universidades e escolas técnicas federais extensivas às demais.
                        
Nobre Senadora Ana Rita,
                      

                     Com o merecido respeito, diante da iminente votação do PLC 180/2008 nesta CCJ do Senado Federal, cujo relatório foi confiado a Vossa Excelência que foi induzida a negar a oitiva em Audiência Pública de argumentos contrários, tomo a liberdade de anexar a cópia de artigo publicado em 26/3/2009, na página de opinião do jornal ´O Estado de São Paulo´, abordando o tema, amplamente reproduzido em todo o país: http://www.afropress.com/colunistasLer.asp?id=609 e também aqui: http://oabrj.jusbrasil. com.br/noticias/962281/artigo-jose-roberto-f-militao-afro-brasileiros- contra-leis-raciais
                        Na proposta de Audiência Pública oferecida pelos Senadores Demóstenes Torres e Pedro Taques, rejeitada pela E. Comissão com vosso encaminhamento contra, esse signatário seria um dos debatedores, razão pela qual, ofereço a Vossa Excelência, a síntese de questionamentos às políticas públicas raciais compulsórias que contemplam as ´cotas raciais´ estatais por se efetivarem através de uma legislação de segregação de direitos raciais, em tudo, incompatíveis com os ideais republicanos e anti-racistas inscritos em nossa Carta, fruto da nossa histórica recusa a pertencimento racial. Estamos em nova legislatura e a nobre Senadora, Relatora designada, não participou de nenhuma audiência pública para ouvir argumentos, como, por ex.: nós humanos, pretos e pardos, não somos a ´raça negra´, como querem os racistas e não queremos privilégios raciais.
                         Também indico a síntese da histórica Audiência Pública perante o Supremo Tribunal Federal, da exposição na defesa de uma TERCEIRA VIA através das COTAS SOCIAIS, com a reserva de 50% das vagas pelo corte de renda familiar, pois se os pretos e pardos somos 70% dos mais pobres, estaremos contemplados nas oportunidades de ingresso nas universidades, em igualdade com todos os pobres sem o perigoso efeito colateral da segregação de direitos em bases raciais. A síntese dessa defesa encontra-se aqui: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/todos_saem_ganhando
                        Ilustre Senadora, em minhas palestras e debates, afirmo que desde 2002 com Lula, nossos governos democráticos e populares, têm feito a maior política pública de Ações Afirmativas de todo o mundo, a favor de afro-descendentes com o programa de Bolsa Família em que mais de 80% dos beneficiários são pretos e pardos e ninguém o acusa de ser uma política racial. Esse o modelo de Ações Afirmativas ideal.
                        Também é louvável que universidades e demais atividades sociais façam programas de inclusão voluntária visando à diversidade ´humana´ em vez da diversidade ´racial´. O que não é admissível é a imposição estatal compulsória com a segregação de direitos em bases raciais, pois exigente da classificação racial estatal, fonte histórica de conflitos, tragédias e genocídios. O dever do estado é a pedagogia da paz, da harmonia, da igualdade e do amor, em vez da apartação ou privilégios. “Ninguém nasce odiando outra pessoa em razão da cor ou da origem. Eles foram ensinados e aprenderam a odiar. Se foram capazes de aprender, nós podemos ensiná-los a amar” disse MANDELA.
                        Outro fato relevante é filosófico-doutrinário: cotas raciais não equivalem à boa doutrina de Ações Afirmativas. Assim, ganha relevância as lições dos atuais Ministros da Suprema Corte, JOAQUIM BARBOSA e CARMEM LÚCIA, entregues para o público em 2001, antes de assumirem a mais alta Magistratura. Então, dizia o atual Ministro Barbosa: “... Porém, falta ao Direito brasileiro um maior conhecimento das modalidades e das técnicas que podem ser utilizadas na implementação de ações afirmativas. Entre nós, fala-se quase exclusivamente do sistema de cotas, mas esse é um sistema que, a não ser que venha amarrado a outro critério inquestionavelmente objetivo (o autor exemplifica com egressos de escola pública), deve ser objeto de uma utilização marcadamente marginal.... Noutras palavras, conforme as lições da professora CARMEM LÚCIA, ação afirmativa não se confunde nem se limita às cotas.... Ação afirmativa é um conceito que, usualmente, requer o que nós chamamos metas e cronogramas... Opositores da ação afirmativa nos Estados Unidos freqüentemente caracterizam metas como sendo COTAS, sugerindo que são inflexíveis, absolutas, que são obrigadas a atingi-la.”. (O debate constitucional sobre as Ações Afirmativas, Joaquim Barbosa) http://www.mundojuridico.adv.br/sis artigos/artigos.asp?codigo=33.
                       Destarte, Senhora Relatora, relevante ponderar que em breve o Supremo Tribunal Federal apreciará a constitucionalidade das leis de segregação de direitos raciais, e anotar que, após anos de debates, o parlamento nacional, recusou em 2010 a fixação de cotas raciais previstas na Lei 12.228/2010 – a lei do Estatuto da Igualdade ´racial´, sendo, portanto razoável que o Senado Federal, agora, antes de adotar tão drástica deliberação parlamentar, ampliasse os debates ou aguarde, por cautela, a deliberação da Corte Alta.
                        Devo destacar ainda, Ilustre parlamentar e educadora, essa posição não é a de partidos da direita que o façam pelo exercício de oposição sistemática ao governo federal, nem pode ser confundida com a de alguém que negue a presença negativa de práticas do racismo no Brasil, pois sou antigo ativista contra o racismo e a favor de Ações Afirmativas http://luisnassif.com/photo/1997-vitoria-es-estatuto-de-1?context=user além de integrante desde 1985, do PSB, que Vossa Excelência conhece tão bem, onde integro a Direção Estadual de São Paulo, historicamente aliados nas campanhas vitoriosas e nos governos democráticos e populares do Presidente Lula e Dilma.
                        Essa posição intransigente contra as leis de segregação de direitos raciais, também não se trata de opinião meramente pessoal. Ela coincide e é porta voz da opinião pública da maioria dos afro-brasileiros não organizados, ouvidos em pesquisa no Rio de Janeiro em 2008, a única exclusiva num estado onde vigem leis de cotas raciais desde 2002, em maioria absoluta de 62,3% dos pretos e 64.1% dos pardos, se pronunciaram contra as leis de cotas raciais. http://www.ibpsnet.com.br/descr _pesq. php?cd=83. Tal pesquisa encomendada por uma conceituada ONG do Rio de Janeiro, CIDAN, foi escondida por revelar uma verdade inconveniente que não interessava aos militantes organizados que precisam de uma clientela cativa e renovável. Além disso, as COTAS SOCIAIS recebem o apoio de 86% dos brasileiros que também em maioria de 51% consideram as COTAS RACIAIS como verdadeiras ´cotas de humilhação´, nos informa o DataFolha em 2008: http://www1.folha. uol.com.br/folha/brasil /ult96u470649.shtml .
                        Nossa preocupação, Excelência, é que tais políticas públicas raciais, quando impostas de forma compulsória pelo estado – fazendo segregação de direitos raciais – além de violar princípios fundamentais da Carta Cidadã, em especial os arts. 5º e 19º, produzirá ainda, em duas ou três gerações, conflitos raciais no Brasil decorrente da indução a um falso pertencimento racial dos autoclassificados pretos e pardos que passam a constituir uma raça estatal para o usufruto dos privilégios, a ´raça negra´  que jamais professamos. Além disso, o privilégio racial estatal é visto como humilhante e violador da auto-estima.
                        Consigno, por ser fato relevante que a identidade racial – raça negra - não faz parte da tradição política e cultural dos afro-brasileiros. Lembro que nossos heróicos antepassados resistiram por séculos à violência e degradação humana imposta na escravidão, sempre organizados em milhares de Irmandades e de Cemitérios de HOMENS PRETOS ou de HOMENS PARDOS, ocupando milhares de ´terras de pretos´, reverenciando a matriarcal ´Mãe-Preta´ e a sabedoria espiritual do ´Preto-Velho´, sem jamais, se referirem a essa ´raça negra´ que o racista diz ser a ´raça´ inferior. Tal designação aos pretos africanos como se ´raça negra´, tem sua origem histórica em imposição estatal também numa lei da época em que nascia a ideologia do racismo no século 18. Foi no “Directório do Índio” de 1.755, outorgada pelo Marquez de Pombal, que em seu art. 10, por considerar a designação “negra” infamante, aviltante e degradante, expressamente proibia o seu emprego aos índios, reservando-a exclusivamente para “aos pretos da Costa D´África, destinados à escravidão”. É significativo que decorridos 255 anos, esteja novamente o estado, atribuindo aos pretos e pardos o pertencimento à ´raça negra´, aquela que o racismo do século 18 diz ser a ´raça´ inferior. A raça negra estatal sonega a nossa humanidade e nos impõe a classificação racial e sua hierarquia racista.
                        A monstruosidade desse tipo de leis, Nobre Senadora, é que fazem a racialização estatal inédita no Brasil republicano e visam suprimir e tolerância relativa à que se referia o saudoso professor MILTON SANTOS http://luisnassif.com/video/milton-santos-sobre-a-politica visando instalar o conflito racial que nós afro-brasileiros não desejamos. Esse é um projeto acadêmico e político da inteligência imperialista, fomentado por milhões de dólares pelas Foudation´s no Brasil, constatado desde 1990 conforme LIVIO SANSONE (Negritude sem Etnicidade, 2004), da UFBA: "O Brasil nunca foi um paraíso racial, nem tampouco é hoje um inferno racial: o que mudou drasticamente foi a perspectiva dos cientistas sociais e dos intelectuais em geral no tocante à raça no Brasil. Essa mudança deveu-se sobretudo à alteração dos projetos políticos do meio acadêmico e das fundações Ford, Rockfeller e Mac Arthur, uma vez que os Estados Unidos sempre tiveram uma importância indireta na definição das relações raciais como área de estudo no Brasil. (www.ceao.ufba.br/fabrica/ LSansone_07.doc - p. 269 - Negritude sem etnicidade. Salvador/Rio de Janeiro: EDUFBA/PALLAS.  
                        Com a devida reverência, espero contribuir para alertar a Vossa Excelência e demais Senadores que o Voto e a deliberação a ser proferida neste Projeto de Lei, vão alterar, profundamente, a identidade jurídica e a personalidade nacional de brancos, pretos e pardos para sempre com a introdução de um pertencimento racial que não desejamos tal como tentou fazer a lei pombalina em 1755.
                        Agradecendo a atenção de Vossa Excelência, informo que devido à premência da matéria, transmitirei essa Carta Aberta aos demais nobres Senadores da República, bem como, ao público em geral, já que diante da ameaça de aprovação dessa legislação racialista que é violadora da dignidade humana das vítimas do racismo, silenciar seria omissão criminosa em relação às futuras gerações, direito de omissão que, segundo Jean Paul Sartre, já não temos o direito de exercê-lo.


José Roberto Ferreira Militão, OAB/SP 82.946 - Direitos Civis,  Direitos Sociais e Direitos Humanos - ativista contra o racismo minha página em  http://luisnassif.com/profile/JoseRobertoFerreiraMilitao ´ Numa sociedade com a cultura de ´raça´, a presença do racista, será, pois, natural.´ FRANTZ FANON, 1956 (foi o primeiro grande ativista contra o racismo).

domingo, 11 de dezembro de 2011

65% de cotas! Só...

SISTEMA DE COTAS


O IFBA possui um sistema de cotas sociais com percentuais adequados à população das regiões nas quais estão localizados seus campi. Estudantes de escola pública podem se inscrever em cotas para afrodescendentes, índios, índiodescendentes e outras etnias. Nos municípios de Eunápolis e Porto Seguro, situados em áreas com maior número de população indígena, a quantidade de vagas é maior.



CampusVagas para afrodescendentesVagas para indígenas e índiosdescendentesVagas para outras etnias
Barreiras, Camaçari, Feira de Santana, Ilhéus, Irecê, Jacobina, Jequié, Paulo Afonso, Santo Amaro, Seabra, Simões Filho, Valença, Vitória da Conquista e Salvador60%5%35%
Eunápolis e Porto Seguro30%30%40%

Atenção: Os candidatos portadores de necessidades especiais possuem reserva de vagas.